Doctor Who: O Prisioneiro dos Daleks - Trevor Baxendale

Título: Doctor Who: O Prisioneiro dos Daleks
Autor: Trevor Baxendale
Editora: Suma das Letras
Páginas: 205
Skoob: Doctor Who: O Prisioneiro dos Daleks

"O Doutor se aproximou dele, baixando ligeiramente a cabeça para que sua boca chegasse ao nível da grade no pescoço do Dalek. Ignorando o vapor oleoso e tóxico que escapava dali, ele se inclinou, chegando um pouco mais perto. E sussurrou uma coisa."


Hoje eu estou aqui para falar sobre mais um livro desse personagem que tem um lugar especial no meu coração: O Doutor. (eu já falei de outro livro com ele aqui)
Para quem não conhece Doctor Who, é um seriado que conta a história do Doutor, um viajante do tempo e espaço vindo do planeta Gallifrey. Ele é um Senhor do Tempo e para escapar da morte, é capaz de se regenerar mudando de corpo, rosto e personalidade.
Os Daleks são os maiores inimigos do Doutor (mas não são os únicos), eles são feitos de puro ódio e querem destruir tudo que não é Dalek.


Isso é um Dalek. Eu sei que parece um saleiro com um desentupidor de pia e uma batedeira portátil, mas eles são ruins. Confia em mim. Eles torturam, escravizam e matam como se não fosse nada.

O livro traz uma história com o Décimo Doutor (que na série é interpretado por David Tennant). Em O Prisioneiro dos Daleks a nave do Doutor (a TARDIS) dá um defeito e vai parar em uma época em que os Daleks estão em guerra contra a terra (e tudo o que não é Dalek, óbvio). No livro o Doutor se junta com caçadores de recompensa que caçam Daleks para o Alto comando da Terra para (mais uma vez) tentar salvar o universo do Império Dalek. 

Bowman: capitão da Peregrina (a nave que eles viajam caçando Daleks)
Koral: uma alienigena humanoíde com presas e garras que rasgam tudo ao meio.
Stella: tripulante da Peregrina e caçadora de recompensa.
Scrum: tripulante da Peregrina e típico nerd.
Vanguarda: tripulante da Peregrina e faz vezes de guarda costas.

Enquanto eles tentam impedir o plano dos Daleks para apagar a existência dos humanos, eles caem em uma armadilha e se tornam prisioneiros das criaturas mais temíveis do universo. Mas para saber o que acontece com eles na maior prisão Dalek vocês vão ter que ler. haha

O prisioneiro dos Daleks é cheio de ação e reviravolta e me prendeu bastante, não só por ser uma história com Doctor Who, mas porque não tem como você dormir sem saber o que acontece a seguir. O pensamento mais recorrente durante a leitura foi sem dúvida: isso vai dar uma merda!
E dá. Várias tretas. haha
A leitura vale a pena. :)

Sobre o autor

Trevor Baxendale escreve ficção sobre o Universo Who há mais de 10 anos e é colaborador da revista Doctor Who Adventures, criando aventuras do Doutor em HQs. Ele nasceu em 1966 e mora em Liverpool com a mulher e dois filhos. :)


[Mulheres HQ's #03] Marvel: America Chavez


Olha eu falando de mulheres nos quadrinhos de novo! :)
Apesar de não ser uma grande novidade, já que tem alguns dias que foi anunciado, eu queria falar um pouco sobre America. Confesso que eu queria postar depois que saísse o quadrinho, mas eu não aguento esperar. hahaha
Logo no início do governo de Trump (que sabemos não ser muito fã de gays, mulheres e latinos), a Marvel anuncia uma nova super-heroína.
America Chavez é latina, negra, gay e inspirada em Beyoncé. A personagem é integrante da equipe dos Jovens Vingadores (criada em 2013) e o seu primeiro quadrinho deve chegar às bancas dos Estados Unidos em março.
Axel Alonso, editor-chefe da Marvel, contou que "Em 'America', a jovem vingadora se mantém firme contra uma horda alienígena que se aproxima, ao mesmo tempo em que gerencia sua vida social e tenta participar de várias aulas em outros mundos".
Responsável por trazer a personagem à vida, a escritora Gabby Rivera em entrevista à "Refinery29" diz que "É um pouco intimidante ser uma mulher estranha entrando no universo Marvel".
"Acho que as pessoas acham sua identidade e sua atitude atraentes. Eles gostam que ela seja Latina e estranha. E não só isso, eu a vejo como um tipo de garota durona e acho que as pessoas gostam disso. (...) Muitas das experiências que vêm neste país agora têm relevância para a história da América. E as pessoas que estamos tentando elevar, apoiar e ver brilhar podem se relacionar com ela", disse Rivera em entrevista ao site oficial da Marvel.
Foi Joe Quinoes, o responsável pelo visual de America, que divulgou uma das capas da nova HQ. "Me apaixonei desde então e desde que ambos queriam desenhá-la e vê-la levar seu próprio livro. Acho que sua popularidade decorre de três coisas: seu comportamento intransigente de menina dura, seu senso de moda e a representação que ela transmite às comunidades LGBTQ, Latina e feminina. No entanto, esses aspectos de seu caráter não a definem completamente. Em vez disso, por trás de seu exterior duro, encontramos uma pessoa que cuida de seus companheiros e amigos e vai lutar por eles e protegê-los ferozmente", disse o artista em entrevista ao site oficial da Marvel.
Por enquanto isso é tudo o que eu sei sobre America Chavez, mas eu prometo fazer outro post depois que o HQ estiver devidamente lançado e lido. :)

Cyberstorm – Matthew Mather

Título: Cyberstorm
Autor: Mathew Mather
Editora: Aleph
Páginas: 363
Skoob: Cyberstorm

"Nós havíamos transformado o lobby do nosso prédio em uma enfermaria improvisada, pegando os colchões dos apartamentos vazios e os colocando no chão. Pam cuidava das coisas com um médico e paramédicos dos prédios vizinhos. O odor forte de fumaça e de fogo se misturava com o cheiro de suor e de ferimentos não tratados."

Durante uma grande tensão política internacional, os Estados Unidos sofre um ataque cibernético e tudo começa a desandar. Primeiro param os meios de comunicação, depois a internet, tudo isso em meio a uma tempestade de neve absurda. Sem internet ou meios de se comunicar com o resto do mundo, Nova York fica completamente isolada. Aos poucos começa a faltar coisas básicas como água e eletricidade (e consequentemente ficam sem aquecedores no meio do inverno). O pânico se instala, as pessoas começam a saquear coisas para sobreviver e aos poucos até a comida fica escassa. E ninguém sabe o que está acontecendo. Washington permanece em silêncio.
O livro é contado todo na perspectiva de Mike e é através dele que a gente vai acompanhando o desenrolar da história, mas temos outros personagens maravilhosos também, como Chuck (que é viciado em teorias da conspiração) e Damon (o personagem que eu mais amo), além das esposas deles, de um casal russo MARAVILHOSO e um casal vegano puro amor.
Em Cyberstorm a gente vai acompanhando um grupo de pessoas que tem que se virar para sobreviver, ao mesmo tempo que ajudam outras pessoas. Eles tem que ser criativos e cuidadosos. Quando o caos se instala fica difícil confiar cegamente em qualquer pessoa e isso fica bem claro ao longo da história.
O que eu mais gostei nesse livro foi a perspectiva nova que ele me deu. Eu sempre gostei muito de História e sempre que eu penso em guerras, revoluções, atentados, eu sempre fico muito curiosa com o contexto político e econômico da época. Eu fico querendo saber o que aconteceu até chegar aos fatos, os motivos, dados, números, enfim. Mas pela primeira vez eu percebi que eu nunca tinha parado pra pensar no que acontece com as pessoas que ficam, com quem não vai lutar na guerra, com os que passam por cercos, sítios e sobrevivem. Eu nunca ignorei o sofrimento dessas pessoas, mas nunca parei pra pensar nos detalhes do que elas passam. Da fome, do medo, do não saber o que está acontecendo, quando vai acabar ou se vai acabar, da sensação de abandono, de não saber o que está acontecendo com parentes e amigos e falta de informação no geral. O livro me fez parar pra pensar em tudo isso.
Eu queria contar mais detalhes, mas Cyberstorm tem tanta surpresa, tanta coisa interessante, que eu fico com medo de dar spoiler e estragar essa leitura maravilhosa. Ele foi sem dúvida um dos melhores livros que li ultimamente e foi uma surpresa bem agradável. 
Bom, é isso, leiam. Vale muito a pena!

SORTEIO! O Vilarejo autografado

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Sim, o sorteio tem chamada especial. :) 

Demorou, mas saiu.
Vocês me desculpem por essa espera, mas esse é primeiro sorteio do Blog e eu não manjo dos paranauê. hahaha 

É o seguinte, ano passado eu participei de um sorteio da Suma das Letras e ganhei dois exemplares autografados de "O Vilarejo" do escritor Raphael Montes (esse lindo). Como vocês devem suspeitar, um desses livros ficará a salvo na minha estante para sempre e o outro eu vou sortear aqui. o/ 
Para participar vocês só precisam cumprir as regrinhas do Rafflecopter que está no final do post.
Caso vocês queiram compartilhar e marcar amiguinhos, eu vou ficar bem feliz, mas não é obrigatório. :) :) :)

Ah, eu vou avisar ao ganhador por email, então deixem os seus nos comentários. Caso você não queira que eu aceite o comentário, me avisa que eu só guardo a informação com carinho. :P

Se por um acaso do destino vocês não conhecerem o livro, tem resenha aqui.






Já ficou com vontade? Então participa!^^


a Rafflecopter giveaway

O Vilarejo – Raphael Montes

Título: O Vilarejo
Autor: Raphael Montes
Editora: Suma das Letras
Páginas: 92
Skoob: O Vilarejo


"Com a ajuda de outros homens, amordaça o monstro. Cessa o grito ensurdecedor, que, anos depois, ainda reverberaria nas pessoas do vilarejo. Envolvem a cabeça do negro com um saco de batatas, escondendo das crianças as feições disformes. O corpo musculoso e descamisado treme no vento frio."

Esse foi o segundo livro que eu li de Raphael Montes (o primeiro foi Dias Perfeitos, tem resenha aqui) e eu preciso dizer que a cada livro eu amo mais este homem. Além desses dois, Raphael Montes também escreveu Jantar Secreto (já li e prometo não demorar pra escrever sobre ele) e Suicidas (Companhia das Letras, meu amor, publica logo que é o único que me falta). 

Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld escreveu a classificação dos demônios. De acordo com esse trabalho, cada um dos demônios, Os Sete Reis do Inferno, era responsável por invocar um pecado capital nos seres humanos: Asmodeus (luxúria), Belzebu (gula), Mammon (ganância), Belphegor (preguiça), Satan (ira), Leviathan (inveja) e Lúcifer (soberba).
Em "O Vilarejo" Raphael Montes usa essa classificação para contar sete histórias, cada uma relacionada a um pecado capital e todas acontecem no mesmo vilarejo. Cada capítulo conta a história de um morador e aos poucos você vai se familiarizando com os personagens que acabam sendo citados em mais de um conto.
Um coisa que eu achei bem legal nesse livro é que você pode ler os contos na ordem que quiser, já que um capítulo não depende do outro (mas eu gostei bastante da ordem original). Dos três livros que eu li do autor, O Vilarejo foi o que eu achei mais pesado. Mas não entendam isso como crítica, muito pelo contrário, eu me apaixonei completamente por cada história contada. Quem já leu algum livro de Raphael Montes sabe da capacidade que ele tem de criar umas coisas bem sinistras, então imagina um livro que traz uma história relacionada a cada pecado capital. Se você pensou em contos bem macabros, então você está coberto de razão. Depois de "O Vilarejo" os pecados capitais vão tomar dimensões diferentes na sua cabecinha.
O livro tem 92 páginas e dá pra ler em uma sentada, não só por ser curtinho, mas porque não dá mesmo vontade de parar.
Sobre a edição eu só tenho uma coisa pra dizer: que coisa mais linda! *–*





Enfim, se você ainda não leu um livro de Raphael Montes, então coloca na sua lista. Vale muito a pena.

Obs: VAI TER SORTEIO DE O VILAREJO AUTOGRAFADO! Fiquem de olho que eu vou postar ainda essa semana (prometo!).

Adaptações Literárias 2017



Como toooooodo início de ano hoje eu vou falar sobre algumas adaptações literárias para o cinema em 2017. Além de saber quais livros você deve passar pra o início da lista de leituras, também é bom pra já ir preparando o coração (e o bolso).

IT : A Coisa - Stephen King


Eu podia fazer uma lista cronológica? Podia. A virginiana que vive em mim está gritando por começar esta lista com um filme que só estreia no segundo semestre? Sim. Mas eu não tenho a menor estrutura pra deixar esse filme perdido no meio do post.
Com estreia prevista para setembro (óbvio que é meu presente de aniversário), o filme baseado no livro de Stephen King é uma refilmagem (o primeiro é de 1990). Dividido em duas partes, esse primeiro filme vai focar no verão de 1958, que é quando Pennywise aparece pela primeira vez.

Sinopse

Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade do Maine, formam o auto-intitulado "Losers Club" - O Clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo os integrantes do "Losers Club" acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise.

Livro

Para quem não conhece o livro, ele se passa em dois momentos. Durante o verão de 1958 coisas estranhas começam a acontecer em Derry, mas só as crianças conseguem ver esses fenômenos sobrenaturais. Claro que as mortes e desaparecimentos também são percebidas pelos adultos, mas só as crianças conseguem entender exatamente a dimensão do problema. Sem poder contar com a ajuda dos adultos, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly enfrentam A Coisa pela primeira vez. 28 anos depois, coisas estranham voltam a acontecer em Derry e os amigos precisam se reunir mais uma vez para cumprir uma promessa que fizeram muitos anos antes.

Eu confesso que tô um pouco tensa pelo fato de o filme se dividir entre a primeira fase e a segunda, porque uma das coisas que eu mais gostei no livro foi o fato de a gente descobrir as coisas do passado e presente simultaneamente, mas levando em consideração que o livro tem mais de 1000 páginas faz sentido essa divisão. Bom, vamos esperar. :) Resenha aqui.


Battle Royale


Título: Battle Royale
Autor: Koushun Takami
Editora: Globo Livros
Páginas: 
6
64
Skoob: Battle Royale



"- Deixe-me explicar a situação. A razão pela qual vocês estão aqui hoje...
Depois de uma pausa, ele prosseguiu:
- ... é para se matarem uns aos outros."


A primeira vez que eu ouvi falar de Battle Royale foi quando saiu o primeiro filme de Jogos Vorazes. Eu li em vários lugares que os livros de Suzanne Collins era um plágio do livro do escritor Japonês, então deixa eu falar um pouquinho dele pra vocês.
Battle Royale fala sobre um país totalitário (a República da Grande Ásia Oriental) onde todo ano uma turma do Ensino Fundamental é escolhida e os alunos são forçados a lutar entre si até que só reste uma criança viva. O objetivo do Programa é mostrar que não se pode confiar em ninguém, nem nos seus colegas de turma.
Olhando assim os dois livros parecem ser bem parecidos, né? Bom, não são. Apesar de a ideia inicial ser a mesma (colocar as crianças pra se matarem em um "jogo"), as semelhanças param por aí. Jogos Vorazes foca mais na questão política, na revolução e tal; já Battle Royale foca mais na violência e na luta pela sobrevivência. Eu sei que vocês podem dizer: claro que é violento, Dani, é um monte de criança se matando. Mas vocês não estão entendendo o quão violento esse livro é. As descrições das mortes são extremamente realistas e o autor faz questão de deixar claro que a morte não é bonita. Não existe eufemismo pra falar de morte em Battle Royale. Até nos momentos "profundos" de "último suspiro" e tal, o autor descreve coisas como catarro misturado no sangue. Todas as mortes me deram um certo asco e olha que eu sou uma pessoa que basicamente lê livros onde os personagens vivem morrendo.
Agora que vocês já entenderam que o livro é violento, eu vou falar de outros pontos. No início eu tive um pouco de dificuldade por causa dos nomes dos personagens. Por serem nomes orientais, eu achei que em algum momento eu fosse confundir todos os personagens porque eu não ia conseguir gravar os nomes, mas na verdade foi só um estranhamento inicial, a gente logo se acostuma e nem lembra que achou complicado (ex: Shuya Nanahara, Noriko Nakagawa, Yoshitoki Kuninobu).
Outra coisa que me chamou atenção é que mesmo sendo 42 estudantes, a gente consegue conhecer todos eles. Não existe um personagem morrer e você não ter uma opinião sobre ele ser bom ou não ou não saber como era aquele estudante específico na sala de aula. Logo no início do livro o autor faz um grande apanhado dos personagens e descreve vários deles. Eu fiquei tentando gravar as informações (porque minha memória é uma bosta) para não confundir as pessoas, mas não precisa se preocupar porque lá na frente você acaba conhecendo melhor cada um deles.
Uma coisa maravilhosa também é que o autor descreve muito bem os lugares e situações (sem ser chato, que é muito importante), o que faz você realmente se sentir dentro do livro (em algumas situações não é legal).
São 664 páginas de muita ação e morte. Claro que tem também bastante crítica sobre o governo e rola também uma contextualização histórica pra não ficar parecendo que a República da Grande Ásia Oriental simplesmente brotou do chão do dia pra noite. Enfim, eu gostei bastante do livro. Apesar de ter começado a ler só pra ver se Jogos Vorazes era plágio mesmo, foi uma leitura que valeu a pena.
Battle Royale também tem dois filmes e mangá (que pode ser encontrado aqui). Eu pessoalmente não gostei dos filmes, achei bem ruim. Apesar de não me preocupar muito com a fidelidade ao livro, eu achei que foram feitas mudanças bizarras e totalmente desnecessárias.